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KAYROS, empresa icoaraciense na área de soluções tecnológicas e aplicacionais em
segurança de redes e sistemas de informação, gerenciamento de web sites, surgiu
como projeto de spin-out das maiores empresasde Belém, e reune
um grupo especialistas na área de segurança. É a única empresa em
Icoaraci credenciada pela ABRAWEB Nacional, o que a transforma na referência
estadual em matéria de segurança de comunicação, redes e Gerenciadora de
webSites neste Distrito. Numa entrevista exclusiva aos Alunos da Área Técnica do
CESEP, Nilson Marcos, administrador da KAYROS, traça o panorama da segurança
informática em Belém do Pará, fala das maiores ameaças e vulnerabilidades e do
contributo que a empresa sediada em Icoaraci tem dado e vai continuar a dar para
tornar o estado e as empresas mais seguros.
Como está a segurança informática em Belém? Das redes? E das utilities?
Atualmente, qualquer empresa que tenha um negócio quer colocá-lo na Internet, o
primeiro passo após ser criada a empresa é pô-lo disponível para toda a gente.
Isto envolve o conceito de networking. O que há uns anos era um luxo, neste
momento, já 70% das empresas coloca o negócio fora de portas.
O que acontece é que, no dia em que coloco o negócio fora de portas, estou a
disponibilizá-lo a uma entidade a que chamamos “selva” e está disponível a
pessoas com intenções lícitas e ilícitas.
O exemplo Metaweb
Se pensar que tem um negócio seu, com um conjunto de bases de dados de
clientes, facturações, de assets que não podem ser partilhados com toda a gente
e está a disponibilizá-los na Internet, uma das coisa que tem de garantir
imediatamente é que esse acesso é seguro, por duas razões: primeiro porque
protege o seu negócio e segundo, porque legalmente é forçado a isso, quando
coloca dados sobre os seus clientes na Internet é obrigado a segurá-los. Se
houver uma fuga, a responsabilidade é de quem disponibiliza o acesso dados. Daí
o conceito de networking ser hoje crucial.
Lembro-me por exemplo da banca e, por exemplo, do grupo Metaweb para quem a
segurança é fundamental, com um budget perfeitamente definido para essa área.
Mas, podemos dizer que hoje existe segurança informática no Pará?
Não, ainda não. Podemos dizer que existe um conceito de segurança informática em
15% das grandes empresas paraenses, as restantes estão a dar um primeiro passo
nesse sentido, por duas razões: ou porque são obrigadas pelos clientes ou porque
já sofreram com a falta de segurança.
Quais são, no seu entender, as principais ameaças e vulnerabilidades?
Diria que a maior ameaça hoje em dia é o roubo de informação associada a ataques
à imagem. É comum haver roubo de informação em termos competitivos – e estou a
recordar-me de algo que tem acontecido nos últimos meses com algum enfoque e que
são os roubos internos, ou seja, pessoas que saem das empresas e levam bases de
dados de clientes para empresas da concorrência, isto tem sucedido
sistematicamente, e esta será talvez a principal razão para se falar nas
empresas de segurança da informática – mas, a maior vulnerabilidade é a
colocação do negócio na Internet.
De que modo é que a KAYROS e pode contribuir para melhorar este cenário?
Neste caso é a nossa abertura que está em causa. Tipicamente colocamo-nos do
lado do cliente. Não temos, numa primeira fase, qualquer interesse em saber
quais são as tecnologias em utilização. Só importa conhecer muito bem o modelo
de negócio, saber o que é que acontece, o que precisam segurar, o que é crítico
ou menos crítico, o que querem colocar fora de portas e dentro, quem entra…
iisto é que é importante. A partir daí, montamos estruturas tecnológicas,
aplicacionais e humanas para proteger esse modelo de negócio. Portanto, nós
fazemos uma abordagem top-down. No topo, definimos muito bem o modelo de
negócio e depois começamos a “descer” e a integrar tecnologia. Há uns anos não
era bem assim, primeiro reuniam-se as caixas, a tecnologia, e depois é que se
pensava no negócio.
KAYROS foi recentemente credenciada pela ABRAWEB, é aliás a única
empresa a deter esta credenciação em Icoaraci.. Que vantagens isto traz para
empresa, nomeadamente ao nível do mercado, e o que mudou em termos de exigência?

Nós já tínhamos um conjunto de credenciais internacionais a nível individual,
diria que quase todos os nossos fornecedores têm alguns dos maiores carimbos que
há a nível nacional no mundo da segurança da informação… e não há muitos em
Belém, o que também é uma grande vantagem.
Obter a credenciação junto a ABRAWEB foi um passo em frente e muito inovador,
por duas razões: pelo que fazíamos a nível individual, agora o credenciarmos a
KAYROS tornou-nos únicos em Belém, em termos de empresas.
É comum, neste momento, participarmos em políticos via ALEPA, um asset
fundamental.
Como surgiu a parceria estratégica com a gnove, que detém uma parte do
trabalho da KAYROS e impacto está a ter na atividade da empresa?
A KAYROS rapidamente teve um grande impacto no mercado municipal. O primeiro mês
foi de investimento e o segundo foi um boom imediato. Tivemos vários
“assédios” das maiores empresas em Belém que recusamos, por termos uma
capacidade financeira muito interessante. Tivemos o cuidado de dizer que não a
todas as propostas porque entendemos que eram uma mera aniquilação da
concorrência por aquisição. Já o caso da GNOVE foi completamente diferente.
Primeiro, tínhamos uma relação interessante ao nível de parceria, segundo,
porque a GNOVE trabalha num mercado em que queríamos entrar rapidamente, o
mercado de Consultoria de Internet, a um nível Estadual e de TI, a que não
tínhamos acesso e onde a GNOVE domina.
A GNOVE tem também um conhecimento muito grande em sistemas de desenvolvimento
no setor de web Design e do mercado nacional, uma área onde queremos entrar, e
além disso tem uma estrutura muito boa. Como atuamos em áreas de mercado em
Belém não concorrentes o suficiente esta parceria só podia ser benéfica
para ambos e gerou-se uma grande amizade.
Ainda há muito trabalho a fazer em matéria de segurança?
Muito…mesmo muito… O maior problema já não é a mentalidade, as pessoas sabem que
acontece, já lhes aconteceu, por exemplo, todos recebemos spam, um sintoma de
que algo na Internet não é saudável. Começam agora os primeiros investimentos,
só que temos já um atraso de dez anos, em relação aos países do 1º mundo.
Esse poderá ser um sintoma de os especialistas terem receio de dizer que
já foram atacados?
Todos os incidentes tratados pela KAYROS implicaram um imediato acordo de
confidencialidade. É impossível que isso passe cá para fora. Aliás, foi
conhecido há uns anos que houve um roubo de dinheiro na área bancária, os
maiores bancos nacionais sofreram um ataque grave de phishing, houve roubo de
informação e houve uma reposição imediata de dinheiro nas contas dos clientes, o
que denota a sensibilidade destas questões.
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